Do UOL, em São
Paulo 23/09/201317h33
A Lua
tem 100 milhões de anos a menos que se pensava, aponta estudo do Instituto de
Ciência Carnegie, nos Estados Unidos, divulgado nesta segunda-feira (23). A
descoberta pode, segundo os cientistas, mudar a forma como se entende os
primeiros anos de existência da Terra e de seu satélite natural.
A
principal teoria creditada à origem da Lua afirma que ela surgiu após o
choque de um grande planeta, do tamanho de Marte ou maior, contra a Terra. Essa
colisão teria ocorrido há 4,56 bilhões de anos, logo após a formação do Sistema
Solar.
Contudo, análises recentes de rochas
lunares levaram cientistas a estimar uma nova data para esse choque, que teria
acontecido antes do estimado, por volta de 4,4 bilhões e 4,5 bilhões de anos
atrás.
"Novas
questões surgem a partir dessa formação mais tardia da Lua", diz o
cientista Richard Carlson. "Por exemplo, se a Terra já era um planeta
estabelecido antes do grande impacto, não teria esse choque posto fim à
atmosfera vigente até então?", questiona.
Segundo
Carlson, estimar a idade de grandes corpos do Sistema Solar, como a Terra e a
Lua, não é tão simples quanto de corpos menores, como os asteroides.
"Quando
se trata de Terra e Lua não existem respostas precisas. A Terra provavelmente
demorou bem mais para se desenvolver e chegar ao tamanho atual do que um
pequeno asteroide, por exemplo, e todo passo dado em direção a esse crescimento
tende ter apagado - ou, ao menos, embaralhado - as evidências de eventos
anteriores."
Mas há
quem sustente a versão de que a Lua é ainda mais nova. Acredita-se que logo
após sua formação, a Lua teria abrigado um grande "oceano de magma",
e rochas desse oceano tiveram a idade estimada de 4,36 bilhões de anos. Já na
Terra, as evidências encontradas do choque que originou a Lua datam de 4,45
bilhões de anos.
Para as
duas hipóteses, ainda não confirmadas, a Lua seria ainda mais recente do que o
apontado pelo novo estudo.

Disponível em: http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2013/09/23/lua-e-100-milhoes-de-anos-mais-nova-do-que-se-pensava-aponta-novo-estudo.htm. Acesso em 28/09/2013


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